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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Preparam-se mais umas rendas agora através dos CTT?

Surpreendidos? Mas já não conheciam os outros milhentos casos de rendas que o público oferece aos grandes privados?

Sem consciência da existência da Luta de Classes [sociais] é muito difícil compreender a sociedade. Sem consciência de classe [social] é complicado saber o que fazer e agir assertivamente.

Mas numa frase é mais ou menos isto:
O governo é a entidade pela qual a classe predominante coloca todo o Estado a funcionar em sua prol.

Se eu estou errado, avisa-me, comenta abaixo.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Distribuição da Riqueza Produzida

Capa DN 16-10-2013
Deixo aqui apenas dois pontos dignos de registo para esta rubrica do blog

1 - Esta capa publicada ontem no DN com referencia à distribuição da "austeridade" para o Orçamento de Estado que se anunciou: 82% são cortes na função pública, reformados, Educação e Saúde; e 4% para a banca, petrolíferas e redes de energia.

2 - E esta citação que roubo a este excelente artigo de Miguel Tiago sobre um país "imaginário":

Imagina um país onde mais de 60% da riqueza produzida num ano é distribuída como rendimento de capital e menos de 40% é distribuída como rendimento de trabalho. Imagina um país em que a receita fiscal sobre rendimentos incide em 73% sobre os rendimentos do trabalho e 27% sobre os de capital.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Três pontos sobre um roubo organizado em prol da finança

Excerto do comunicado da "frente sindical e comissão de trabalhadores do Metro de Lisboa" aos utentes e ao país:
(...)
“Mas, o que fez o Governo com tudo o que nos roubou, a si e a nós? 
Entregou aos especuladores! No Metropolitano de Lisboa só as perdas com a especulação financeira dos swaps já somavam em Dezembro 1,24 MIL MILHÕES de euros! Para ter uma ideia do volume da coisa, vamos dar-lhe alguns exemplos:
  • Em média, numa semana, perde-se na especulação financeira o dinheiro suficiente para concluir o alargamento das estações da linha verde para 6 carruagens! E num mês, a verba necessária para levar o Metropolitano à zona ocidental de Lisboa (Alcântara).
  • O que pagamos em swaps dava para todos os clientes andarem sem pagar nada no Metro, durante 25 anos!
  • Os valores das perdas com os swaps seriam suficientes para pagar os salários dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa durante 17 anos! (…)"

São três pontos que dizem muito sobre a natureza de classe deste governo (e anteriores), acrescenta mais um exemplo à secção aqui do blog denominada O executivo do Estado moderno...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Corrupção, um dos bodes expiatórios da ditadura do capital

Disse-lhe: «Vivemos numa ditadura do grande capital». A ela desagradou-lhe o termo ditadura e respondeu-me que só dizia isso porque não tinha vivido os tempos do fascismo. Ainda tentei explicar que para uma ditadura ser uma ditadura não precisa necessariamente de exercer terrorismo de Estado contra os seus cidadãos, pelo menos, não abertamente, contudo a tese de que vivemos numa ditadura do capital foi afastada por ela com uma falácia: a afirmação não é verdadeira porque eu sou muito novo. No fundo foi isso.

Mas hoje manda-me um mail com os seguintes sublinhados:
"O que o Estado pagou a mais às PPP só é possível porque a sede da política - Assembleia da República - está transformada num centro de negócios" - isto relativo a uma auto-estrada concessionada em que o concessionário paga multas, ou recebe prémios do Estado, em função da taxa de sinistralidade. 
"Se a sinistralidade aumentar 10%, o concessionário tem de pagar uma multa de 600 mil euros, mas, se houver uma redução de 10% na sinistralidade, o Estado tem de pagar à empresa 30 milhões de euros"
Segundo sublinhado:
Referindo-se à nacionalização do BPN, Paulo Morais lembrou que o anterior governo socialista nacionalizou apenas os prejuízos, que estão a ser pagos pelo povo português, e permitiu que os acionistas da SLN - Sociedade Lusa de Negócios (agora com o nome Galilei), detentora do banco, ficasse com os ativos e com todas as empresas lucrativas.
E por fim:
A aquisição de dois submarinos à Alemanha é, segundo Paulo Morais, mais uma caso de "corrupção comprovada", não pelos tribunais portugueses, mas pelos tribunais da Alemanha. (fonte)
Faz-me lembrar um amigo meu que, há uns anos, ao tentar refutar-me punha-se a explanar uma série infindável de factos que, em vez de negar a minha tese, acabava por confirma-la. Depois repetia e repetia o processo na esperança que conseguisse refutar a minha tese, mas sempre reforçando-a. Não sei o que fazer com pessoas assim, que entregam-se de forma tão fiel a um estado de negação.

Mas, nestes sublinhados acima, há uma tese que sossega as mentes que querem por tudo ignorar a existência na nossa sociedade de uma luta de classes, e uma subjugação da maioria da população ao capital monopolista e financeiro, que é a tese de que a culpa é da corrupção. É como quem diz «isto está mal por causa desses malandros e incompetentes». Mas como surge a corrupção? Como é que a corrupção é tão sábia naqueles que deve favorecer? Porque é tão bem exercida em favor do capital?

Colocar as culpas na corrupção serve como bode expiatório para o que é, na verdade, intrínseco à classe dominante, que é satisfazer as suas necessidades seja como for, e além da corrupção, pode usar ou não abertamente o terrorismo de Estado. Vivemos numa ditadura do grande capital, e penso que uma prova disso é a própria corrupção estar submetida a ele.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Para onde vai o dinheiro dos bilhetes da CP?


O Governo cumpre a sua verdadeira tarefa, em duas linhas:
  1. prepara a entrega das áreas operacionais a privados, já a gerar lucros, e
  2. vai transferindo rios de dinheiro para os banqueiros, por via das perdas financeiras. (*)
Caso para relembrar a seguinte citação de 1848 neste blog:
«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa».

Marx e Engels
(*) frase retirada daqui.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Negociatas com a Banca (só mais um exemplo)

Imagina que tu me emprestas dinheiro. De seguida, pego em parte desse dinheiro e empresto-te a ti, mas agora com juros. É um excelente negócio, se estiveres interessado neste negócio vem falar comigo. Pena é que não esteja a ser original, pois é isso que poderá vir a acontecer na «nacionalização» do Banif.

Lê-se na imprensa que há dias o Ministério das Finanças anunciou que concluiu a injecção de capital de 1100 milhões de euros no Banif [1], nos quais uma parte, de 400 milhões, serão em instrumentos subordinados convertíveis para comprar dívida soberana [2].


Já agora, só mais uns dados sobre esta negociata:
  • em 10 anos o banco teve 508,4 milhões de euros de lucros líquidos, tendo entregue aos seus accionistas dividendos de 216 milhões de euros (41 por cento do total de lucros); 
  • o BANIF está cotado em bolsa e apesar de o seu valor actual ser de 83 milhões de euros, o Estado decide «injectar 13,3 vezes esse valor». [3]
Enfim, mais um post a ser integrado na etiqueta «O executivo do Estado moderno...» deste blog.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Documentário: Donos de Portugal



«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa»
de O Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, 1848.

terça-feira, 24 de abril de 2012

PS, PSD e CDS - os partidos da ditadura do grande capital

Da página de facebook Donos de Portugal:
Dos currículos de 115 governantes e ex-governantes dos últimos 30 anos (PS, PSD, CDS), resulta um mapa das ligações que tecem entre grupos económicos onde ocupam ou ocuparam funções dirigentes.
Para mim, vai ficando cada vez menos compreensível a surpresa que muitos ainda fazem perante expressões como "vivemos numa ditadura do grande capital", ou a referência de classe a determinados partidos com frases como "os partidos burgueses...".

O diagrama acima dá uma pista. As conclusões, tira-as tu.

Para mim, repito o seguinte:
«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa» - Marx e Engels
A frase ganha maior dimensão quando compreendemos que os Estados são por definição ditaduras. A questão fica se queremos à frente do executivo do nosso Estado uma ditadura da maioria sobre a minoria, ou o inverso, e queremos uma ditadura da minoria sobre a maioria (tal como se sucede há 30 anos).

Só mais uma coisa: a frase é uma citação duma obra do século XIX. É incrível a quantidade de ensinamentos que desaproveitamos de antepassados nossos e que poderíamos usar para melhorar a nossa qualidade de vida. No entanto, somos bue da inteligentes, até sabemos calcular integrais triplos e livrarmo-nos da indeterminação de limites, felizmente, pois é uma cena útil para determinar o volume de transacções* durante o nosso estágio não-remunerado num dos grupos económicos acima referidos.

* ps: os números negativos vão dar jeito.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Abandono do Ensino Superior na «Grande Reportagem»



A desculpa - dizem - é que não há dinheiro. Pois!
Imagem de Até Quando?

Cá para mim, no fundo, é isto:
«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa» - Marx e Engels
PS: há uma coisa chamada "consciência de classe"...

sábado, 17 de março de 2012

Metro de Lisboa: reduzido a três carruagens

No metro de Lisboa, na linha verde, passou-se a usufruir apenas de três carruagens, quando antes eram quatro. Esta quarta-feira uma mulher desmaiou devido ao aperto na lotada carruagem.

A estes apertões alguns chamarão «maximização de recursos». É assim o "progresso" deles (os portadores do pensamento dominante). Em suma, as necessidades do lucro acima das necessidades da classe trabalhadora.

Digo isto, porque na Metro prepara-se a privatização da empresa, ao governo está incumbido de tornar-la o mais apetitosa possível para vender aos futuros donos. Reduzir custos e aumentar as receitas é o interesse deles, enquanto a nós nos prometerão maior «eficiência». Seremos eficientemente enlatados, como sardinha. É bom lembrar que,
«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa» - Marx e Engels
Situações de ensardinhamento são uma realidade em muitos pontos do mundo: Tóquio, São Paulo, mais... (os motivos serão muito diversos, é certo)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Estaleiros de Viena Vs Estaleiros do grupo Martifer

Há pouco mais de um mês o PCP apresentou um projecto para financiar e salvar os estaleiros navais em Viena do Castelo. Mas o PSD e o CDS votaram contra. O financiamento permitiria salvaguardar postos de trabalho e um importante dinamizador económico da cidade de Viena do Castelo. Permitia aos estaleiros construir dois navios da Douro Azul (negócio que se perdeu há um mês atrás).

Agora, surge a noticia de que A Navalria, estaleiros detidos pelo grupo Martifer, ganhou a adjudicação dos dois novos navios da Douro Azul num negócio superior a 20 milhões de euros. E lá se vai promovendo a destruição do que resta da indústria nacional e pública em proveito dos interesses dos privados.
«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa».

Marx e Engels
Não se finjam admirados. É claro como a água: o PSD, o CDS e este governo (tal como os anteriores) não são (ou foram) mais do que extensões políticas do grande capital. Podem ter no seu interior quem defenda honestamente os interesses do povo trabalhador, mas a prática demonstra que não são mais do que partidos ao serviço dos grandes grupos económicos. Quanto mais exemplos serão precisos? (dois exemplos aqui: O executivo Estado moderno...)

Leitura recomendada:
«Cronologia de Almoços, Falências e Oportunidades», in Ad Argumentandum

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A «Natureza de Classe» perante assentos sem encosto

Anuncio no jornal:
Vende-se Fiat Punto com problemas eléctricos e cheiro a mofo por 40 euros. No interior vai, incluído na venda, um saco com 600 mil euros.
É o típico negócio do nosso dia-a-dia, ainda ontem comprei um iogurte e no interior do pacote vinha arca frigorífica. Surrealismo? Não, surreal é fazer referências quanto à natureza de classe do Governo a partir do caso do BPN. Estás a acompanhar o raciocínio? Então clica onde diz "Ler mais".

sábado, 7 de janeiro de 2012

"Criar dificuldades para vender soluções!"

O deputado do PCP Bruno Dias na intervenção no vídeo abaixo diz a determinado momento que "Chama-se a isto criar dificuldades para vender soluções!".

Dito isso, e em modo de aquecimento para o visionamento do vídeo, acrescento apenas a seguinte citação do Manifesto Comunista:
«O executivo do Estado moderno não é mais do que uma comissão para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa».
Marx e Engels
Não é à toa que busco tal citação...