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sexta-feira, 16 de maio de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Cosmos em Doze Compassos
Hoje de manhã revi o primeiro episódio de Cosmos [1],
de Carl Sagan, e agora à noite o primeiro da nova versão. Como ambas as versões têm no primeiro episódio o mesmo guia geral, perdi parte da emoção que
teria caso o tivesse visto sem rever a versão de Sagan. De manhã fui
esmagado pela mensagem geral do episódio: "somos feitos de poeira
estrelar" [we are made of star stuff]. Demasiado pequeninos no tempo e
no espaço.
Mas se pequeninos nos sentimos por saber que nada mais somos que uns grãos de poeira estrelar, pessoalmente, ao ver a sonda Voyage 1
com o melhor que a espécie humana produziu simbolizada ao som dos
Blues, comovente, senti um peculiar orgulho em ser um dos biliões de
primatas pertencentes à espécie humana. São doze compassos de música
enviados para o imenso espaço que demonstram como somos poeira estrelar
bem interessante.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Synecdoche, New York (2008) - 10
Vi este filme pela segunda vez há pouco. Da primeira, há poucos meses atrás, a pretensão de escrever um post sobre ele tornou-se impossível por haver demasiadas camadas de compreensão para descortinar neste filme, o que tornou a sua intelectualização em palavras um acto que ultrapassou completamente as minhas capacidades.
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| Clicar aqui para ouvir a banda sonora |
O enredo é complexo, e essa complexidade vai entropicamente crescendo ao longo do filme, às vezes demasiado, aparentemente, mas não poderia ser de outra forma quando o objectivo é compreender o ser humano, ir mesmo a fundo nessa busca, e ainda reproduzir artisticamente toda a sua riqueza comportamental, das emoções aos sentimentos, com ênfase nos medos e desejos humanos. No filme, o protagonista deseja ir além do seu criador: alguém com génio capaz de sintetizar numa obra cinematográfica a natureza humana, Charlie Kaufman - argumentista que já antes vinha abordando e reflectindo sobre o assunto nos seus anteriores filmes como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Adaptation, Human Nature e Being John Malkovich. Não me lembro de ver noutro filme uma busca tão abrangente acerca do comportamento humano, descendo tão fundo aos seus sentimentos como ao pensamentos; talvez um título: Magnólia - filme onde também participa Philip Seymour Hoffman.
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| Caden analisando papeis escritos com pensamentos íntimos de várias pessoas |
Charlie Kaufman explora como nunca o fez a dialéctica que há entre a aparência e a essência, forma e conteúdo, enquanto se deixa emaranhar numa teia de percepções da realidade por parte dos personagens em que a realidade subjectiva e a concreta se torna difusa também para o espectador, buscando por respostas que, em vez de as descortinar e encontrar harmonia, gera cada vez mais e mais perguntas. Quanto mais são as questões novas, maior é a tensão e a ansiedade. O protagonista é reflexo maior no filme disto: psicótico com terríveis falhas de auto-percepção que cria uma megalómana obra de teatro com o obsessivo objectivo de investigar a essência de cada ser humano; nessa sua luta por fazer sentido, e pela sua existência, termina por se admitir (ou talvez resignar-se) e compreender que é como todos os outros seres humanos; o protagonista - argumentista e encenador - é também todos os personagens e essas pessoas são também o protagonista, isto é, uma sinédoque.
É um dos mais impressionantes filmes que vi, sobretudo pelo peculiar estilo de escrita. Sem dúvida um dos meus favoritos.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Steven Wilson - Significant Other
Encruzilhada. Crossroads, [cruzamento] em inglês. Termo usado para simbolizar uma situação de decisão delicada e determinante. Voltar atrás, ao contrário de um precipício, não é solução...
Pullin' back from the precipice
Feel so small now, stars shine bright above
...mas, fica-nos igualmente mais vivo tudo o que nos rodeia. Reavalia-se o valor da vida e contempla-se o meio, por exemplo, a beleza nesta música que...
Passin' through the day, only child
Breathe a sigh, other leads apply
...ao som da guitarra que vai shoegando a angelical melodia faz um incompatível contraste tal como a situação que dá lugar à encruzilhada. Amizade, o valor em contemplação; distorcida pelas guitarras, resta decidir se chegou a hora de deixar a distorção abafar a bela melodia, o inverso, ou fazer fade out.
Raining all day, trying to reach you
Feel so helpless, can't stop counting time (but in)
Don't know why, hands (something) stealin' my heart
Graceful dives', other leads apply* (rain down from the sky) [*]
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
"Beim Schlafengehen" - Richard Strauss
- Agora que o dia me cansou,
- serão meus fervorosos desejos
- acolhidos gentilmente pela noite estrelada
- como uma criança fatigada.
- Mãos, parem toda actividade.
- Fronte, esqueça todo pensamento.
- Todos os meus sentidos agora
- querem mergulhar no sono.
- E minha alma, sem amarras,
- deseja flutuar com as asas livres
- para, na esfera mágica da noite,
- viver uma vida profunda e múltipla.
- (*)
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Genesis - Ripples (Live at the Lyceum, 1980)
Esta é a par com outras duas ou três bandas de rock a minha preferida. Os Genesis eram, sobretudo na fase em tinham como vocalista Peter Gabriel, absolutamente incríveis. Já outrora houve uma referência a eles neste blog (aqui). Para mim, a melhor banda de progressivo.
Esta música surge já na fase pós Peter Gabriel. É algo absolutamente mágico. O interlúdio instrumental, entre dois dos refrões cantados pelo Phil Collins, é algo maravilho e de assinalar.
Parece tudo bater certo, ficar em harmonia, em uma palavra: beleza.
domingo, 15 de julho de 2012
Meia-luz
E foi com esta que me rendi a esta banda... Uma fina textura de som perfeita para apreciar a beleza obscurecida entre as cores pardas de uma longa noite. Sim, és... também à meia-luz.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
o velho capitão
Não vou descrever o momento. Isso seria para os poetas. Com Mário Wilson, aquilo que no fundo, às vezes tão lá no fundo, liga as pessoas entre si, fica claro, e à vista. A amabilidade com que recebe, e se oferece ao próximo é indescritível.
Foi com essa poesia que no fundo - não há poeta que descreva tão fundo -, que hoje, e sempre, o amigo Sr. Wilson confraternizou com os meus pais. Não lembrava que era assim, mas as recordações que tenho dele, com eles, revelam-me que sempre assim foi. Uma tremenda amabilidade. Uma qualidade dos grandes Homens.
Cumprimentou-me - se é que esse é o termo. Enfim, segurou-me a mão com ambas as mãos - se é que essas são as palavras. Nada falamos - mas só eu é que nada disse. Mais tarde, brincou, «Quem é este gigante que aqui está?!»... De momento, tenho nas mãos a sua biografia e vem com uma dedicatória dirigida a mim! Diz no final que para o ano vamos ser campeões! - ao que traduzo para um: para o ano vais ser como eu. Mas, ele, acho eu, pensa honestamente que só há campeões quando o são como colectivo. Procurou dizer por palavras aquilo que sabe dizer sem elas, porque no fundo, tão lá fundo, não há palavras. Só é descritível sem elas, onde o velho capitão é poeta.
terça-feira, 29 de maio de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
"Sometimes there's so much beauty in the world..."
"Do you want to see the most beautiful thing I ever filmed? It was one of those days when it's a minute away from snowing. And there's this electricity in the air, you can almost hear it, right? And this bag was just... dancing with me ... like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes. That's the day I realized that there was this entire life behind things, and this incredibly benevolent force that wanted me to know there was no reason to be afraid. Ever. Video is a poor excuse, I know. But it helps me remember ... I need to remember...
Sometimes there's so much beauty in the world ... I feel like I can't take it... and my heart is just going to cave in."
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