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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

De boas intenções estão Ucrânia e Portugal cheios

Nem um indivíduo age sempre de acordo com os seus interesses e necessidades. Nem um grupo o faz.

As necessidades objectivas das pessoas podem ser sentidas por elas, mas a sua forma para as satisfazer incompreendidas e agirem sob uma ilusão.

Por isso, cuidado quando se ouve alguém manifestando-se contra um governo tirano, falando em liberdade e luta popular. Gosto muito de o ouvir, mas quem o faz pode, mesmo com boas intenções, estar a promover um efeito contrário ao que necessita e lhe interessa. Inclusivamente, a fazer parte da ascensão do fascismo. É o que se sucede na Ucrânia. Foi o que assisti há momentos, através dum vídeo de uma manifestante ucraniana partilhado no facebook por uma amiga bem-intencionada.

No enorme grau de desinformação mediática existente acrescido da generalizada falta de cultura, não é de estranhar que se faça interpretações políticas erradas, nem acções cívicas desastrosas ao bem-estar da maioria de nós. Ninguém está a salvo. Nem na Ucrânia nem em Portugal.

O governo PSD/CDS de Coelho e Portas e companhia foi eleito por sufrágio universal. A maioria votou neles e deu um tiro nos pés. É só um exemplo.

É preciso agir. Entre os fascistas ucranianos e os partidos que sustentam o tirânico governo português existem pontos em comum. Além das afinidades ideológicas, um desses pontos é quem os financia: o grande capital.


Ler mais:
- A Ucrânia e o renascimento do fascismo na Europa, por Eric Draitser;
- O Boxeur-electrão e outras peças, por José Goulão.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Fox News - uma arma mediática do aparelho militar

Há pouco mais de uma semana a Fox News fez referencia a um gráfico mostrando a taxa de crescimento do orçamento em armamento por parte dos EUA, China e Rússia [vídeo]. Ocultou toda e qualquer outra informação, inclusivé, uma obrigatória para quem perceba o mínimo de estatística e simples matemática: "esqueceram-se" de fazer referência dos valores gastos em armamento no presente.
aqui no blog se fez referência aos custos militares de vários países, e não dá para enganar, a comparação torna óbvio: os EUA são um monstro bélico. Não tem rival que lhes trave o ímpeto agressivo de conquista e roubo dos recursos de outros povos.

os maiores orçamentos militares do mundo
A Fox News é um dos instrumentos de propaganda mais rasteiros que conheço, só mesmo ultrapassado pela imprensa venezuelana anti-chavista, ambos propriedade de grandes grupos económicos. Há uma ligação directa entre os interesses desses grandes grupos económicos com o aparelho militar e a manipulação mediática constante. 

Em Portugal a situação tem características diferentes, mas não muito, no essêncial os média predominantes têm um papel semelhante à Fox News. Somos alvo de fortíssimo borbardeamento mediático que confunde e se repete em favor dos grandes grupos económicos, sobretudo a banca, e as suas negociatas troikianas. Mas em que jornais confiar? Quais e quem são as fontes honestas e de confiança?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A invasão real da África não está nos noticiários (excerto)

«Uma invasão da África de grandes proporções está em andamento. Os Estados Unidos estão a instalar tropas em 35 países africanos, a começar pela Líbia, Sudão, Argélia e Níger. Isto foi informado pela Associated Press no Dia de Natal, mas ficou omisso na maior parte dos media anglo-americanos. 

A invasão pouco tem a ver com "islamismo" e, quase tudo a ver com a aquisição de recursos, nomeadamente minérios, e com um acelerar da rivalidade com a China. Ao contrário da China, os EUA e seus aliados estão preparados para utilizar um grau de violência já demonstrado no Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iémen e Palestina. Tal como na guerra-fria, uma divisão de trabalho exige que o jornalismo ocidental e a cultura popular providenciem a cobertura de uma guerra sagrada contra um "arco ameaçador" de extremismo islâmico, não diferente da falsa "ameaça vermelha" de uma conspiração comunista mundial.

A recordar a Luta pela África no fim do século XIX, o US African Command (Africom) construiu uma rede de pedintes entre regimes colaboracionistas africanos ansiosos por subornos e armamentos americanos. (...) 
É como se a orgulhosa história de libertação da África, desde Patrice Lumumba até Nelson Mandela, estivesse destinada ao esquecimento por uma nova elite colonial negra ao serviço do mestre cuja "missão histórica", advertiu Frantz Fanon há meio século, é a promoção de "um capitalismo desenfreado embora camuflado"» - por John Pilger. (ler o restante aqui)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Síntese da Guerra na Síria (II)

No seguimento do post Sintese da Guerra na Síria (Março de 2012) é agora necessário divulgar a versão exposta nesta notícia, de onde transcrevo os seguintes três parágrafos da nota de Michel Chossudovsky:

Esta notícia incisiva do jornalista russo independente Marat Musin desmonta as mentiras e falsidades dos meios de comunicação ocidentais.
 (...)

O massacre em Houla está a ser atribuído ao governo sírio sem ponta de justificação. O objectivo é não só isolar politica e economicamente a Síria como arranjar um pretexto e uma justificação para desencadear uma guerra humanitária R2P (responsabilidade pela protecção) na Síria. 

(...)

É essencial inverter a maré da propaganda de guerra que se serve das mortes de civis como pretexto para travar uma guerra, quando essas mortes de civis foram executadas não pelas forças governamentais, mas por terroristas profissionais que actuam ao abrigo do Exército de Libertação Sírio, patrocinado pelos EUA-NATO.
Daqui: O massacre Houla: Terroristas da oposição mataram famílias leais ao governo, por Marat Musin.

domingo, 11 de março de 2012

Síntese da Guerra na Síria

Três parágrafos do artigo de James Petras publicado em Resistir.info:
O assalto à Síria é apoiado por fundos, armas e treino estrangeiro. Devido à falta de apoio interno, contudo, para ter êxito, será necessária intervenção militar directa estrangeira. Por esta razão foi montada uma enorme campanha de propaganda e diplomática para demonizar o legítimo governo sírio. O objectivo é impor um regime fantoche e fortalecer o controle imperial do Ocidente no Médio Oriente. No curto prazo, isto destina-se a isolar o Irão como preparativo para um ataque militar de Israel e dos EUA e, no longo prazo, eliminar outro regime laico independente amigo da China e da Rússia.

(...)

Uma vitória militar ocidental na Síria simplesmente alimentará a fúria crescente do militarismo. Encorajará o Ocidente, Ryiadh e Israel a provocarem uma nova guerra civil no Líbano. Depois de demolir a Síria, o eixo Washington-UE-Riyadh-Tel Aviv mover-se-á para uma confrontação muito mais sangrenta com o Irão. 

A horrenda destruição do Iraque, seguida pelo colapso da Líbia do pós guerra, proporciona um terrífico modelo do que está reservado para o povo da Síria. Um colapso precipitado dos seus padrões de vida, a fragmentação do seu país, limpeza étnica, dominação de gangs sectárias e fundamentalistas e insegurança total quanto à vida e propriedade.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Rumando até à Terceira Guerra Mundial?

Ora, o meu raciocínio é este: a crise económica força o rumo para a guerra. É simplista, mas penso que estar correcto. Pelo pouco que conheço de história, observo com inquietude que os tempos que vivemos têm demasiadas semelhanças com os tempos que antecederam a Primeira Grande Guerra.

A conquista dos recursos do planeta por parte do regime norte-americano juntamente com seus aliados passa agora por atacar a Síria, que pode ser considerado como preliminar para o ataque directo ao Irão, e devido à sua importância geo-estratégica pode desencadear uma guerra de proporções globais.

Como não sou entendido nestas questões, foi com agrado que dei com um blog onde se tem publicado a opinião dum tal Pedro de Pezarat Correia. Li o seu primeiro texto, deixou-me interessado em acompanhar os seguintes, e agora serei leitor atento. Ele escreve às segundas-feiras no A Viagem dos Argonautas. Sei agora, pela biografia disponibilizada pelo blog, que Pezarat Correia pertenceu ao MFA, e quando regressado a Portugal integrou o Conselho da Revolução, comandou a Região Militar do Sul é corresponsável pelo "Documento dos Nove". A leitura deste post é importante. O acompanhamento dos post de Pezarat Correia pode ser feito por aqui.