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sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Desembarque na Normandia, ou as distorções da História

(texto de Margarida Tengarrinha)

Reunir-se-ão hoje, com Obama, os vários chefes de Estado europeus (entre eles também estará Putin), para comemorar na Normandia o que todos os meios de comunicação social não deixarão de chamar "o momento (ou a batalha) decisivos para acabar a Segunda Guerra mundial e derrotar Hitler", por estas ou outras palavras, será este o tom geral.

Para defender a verdade histórica, porque estive na União Soviética nos sítios das verdadeiras batalhas decisivas, vi as ruínas e as terríveis destruições provocadas pelo exército nazi, conheci alguns sobreviventes e falei com eles do simples e modesto heroísmo dos verdadeiros herois que não podiam esquecer, e assim conheci a verdade histórica nos próprios locais, quero com as palavras simples da verdade, concorrer para repô-la.

Quando se formou a Aliança dos Estados que combatiam o exército nazi, Roosevelt e Churchill comprometeram-se perante Estaline a abrir a segunda frente (a ocidente) em 1941. Foram adiando enquanto os exércitos nazis invadiam a URSS e chegavam a Leninegrado, Moscovo e Estalinegrado, enquanto Hitler ia clamando vitória. A tal segunda frente não se abria... só se abriu, com a entrada na Normandia, em Junho de 1944.

Entretanto, o que acontecia na Rússia?
  • A Batalha de Leninegrado decorreu entre 10 de Junho e 1941 e 1 de Março de 1944. Foi o cerco de uma cidade mais longo de toda a História mundial. O bloqueio foi rompido a 7 de Janeiro de 1943 e as tropas soviéticas passaram ao ataque em 14 de Janeiro de 1944. E em 1 de Março desse ano lançaram uma poderosa ofensiva que fez recuar as linhas inimigas entre 220 a 280 quilómetros dos limites da cidade.O exército nazi só recuou definitivamente dessa frente em Agosto de 1944.
  • A Batalha de Moscovo decorreu entre 30 de Setembro de 1941 e 20 de Abril de 1942. As tropas soviéticas passaram à ofensiva nos dias 5 e 6 de Dezembro de 1941. Entre 7 e 10 de Janeiro de 1942 lançaram uma ofensiva em todas as frentes. Em Abril de 1942 o inimigo tinha recuado entre 100 a 200 quilómetros para longe da cidade.
  • A Batalha de Estalinegrado decorreu entre 7 de Julho de 1942 e 2 de Fevereiro de 1943. As tropas soviéticas passaram à ofensiva nos dias 19 e 20 de Novembro, conseguindo cercar 28 divisões alemãs (330 mil homens) e impor a rendição às tropas do General Von Paulos (91 mil homens).
  • A Batalha de Kursk - as tropas alemãs, que iam recuando, lançaram um poderoso contra-ataque mobilizando toda a sua capacidade em tanques e carros blindados. Esta batalha, na região chamada "o Arco de Kursk" decorreu entre 5 de Julho e 23 de Agosto de 1943 e foi decisiva para a expulsão do Exército Alemão da terra russa. A seguir, o Exército Soviético começou a libertação da Polónia, avançou para a Moldávia e Roménia e Checoslováquia.
A chamada "abertura da Segunda Frente", com o desembarque na Normandia das tropas britânicas e americanas, que é comemorado hoje, deu-se no dia 6 de Junho de 1944, quando o exército alemão já estava em pleno recuo e as tropas soviéticas, avançavam para Berlim, que de facto tomaram.
(texto retirado daqui: https://www.facebook.com/margarida.tengarrinha/posts/1418776138403178 )

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Deckard segundo Sartre


Deckard não queria aceitar, mas aceitou o novo trabalho como Blade Runner porque foi coagido.

Se estivesse verdadeiramente consciente da sua Liberdade teria recusado, estando ou não coagido por terceiros. Só que ele, na fase inicial do filme, ainda não apreciava verdadeiramente a sua própria humanidade.

Para apreciá-la, ele teria de ter já consciência que era responsável pelas suas escolhas, e não qualquer outra entidade exterior a determinar as suas acções.

Ao contrário dos "Replicants", os humanos não foram construídos com uma essência previamente determinada, esta última é uma construção. Em relação aos seres humanos a existência precede a essência.

Mas será Deckard realmente um humano?

(anotações e corrupções interpretativas a partir do livro Philosophy of Neo-Noir, por Mark T. Conard)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Massacre de Odessa de 2014

Têm sido dias complicados para se seguir. Alguns acontecimentos são especialmente impressionantes. Sobretudo o massacre feito em Odessa, Ucrânia. Com pouco tempo para ler, analisar e escrever sobre o caso, este post serve para deixar o registo do assunto na etiqueta Caderno de Apontamentos:

- Ode a Odessa, por Irene Sá, in Manifesto 74;
- Este e este vídeo.

Apesar da falta de disponibilidade, há sempre lugar à reflexão. Neste blog havia uma etiqueta de nome Rumo ao Fascismo, mas esqueçam, definitivamente, por este e outros acontecimentos, ele já chegou.
Ode a Odessa

Ode a Odessa

Ode a Odessa

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Distribuição da Riqueza Produzida

Capa DN 16-10-2013
Deixo aqui apenas dois pontos dignos de registo para esta rubrica do blog

1 - Esta capa publicada ontem no DN com referencia à distribuição da "austeridade" para o Orçamento de Estado que se anunciou: 82% são cortes na função pública, reformados, Educação e Saúde; e 4% para a banca, petrolíferas e redes de energia.

2 - E esta citação que roubo a este excelente artigo de Miguel Tiago sobre um país "imaginário":

Imagina um país onde mais de 60% da riqueza produzida num ano é distribuída como rendimento de capital e menos de 40% é distribuída como rendimento de trabalho. Imagina um país em que a receita fiscal sobre rendimentos incide em 73% sobre os rendimentos do trabalho e 27% sobre os de capital.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Três pontos sobre um roubo organizado em prol da finança

Excerto do comunicado da "frente sindical e comissão de trabalhadores do Metro de Lisboa" aos utentes e ao país:
(...)
“Mas, o que fez o Governo com tudo o que nos roubou, a si e a nós? 
Entregou aos especuladores! No Metropolitano de Lisboa só as perdas com a especulação financeira dos swaps já somavam em Dezembro 1,24 MIL MILHÕES de euros! Para ter uma ideia do volume da coisa, vamos dar-lhe alguns exemplos:
  • Em média, numa semana, perde-se na especulação financeira o dinheiro suficiente para concluir o alargamento das estações da linha verde para 6 carruagens! E num mês, a verba necessária para levar o Metropolitano à zona ocidental de Lisboa (Alcântara).
  • O que pagamos em swaps dava para todos os clientes andarem sem pagar nada no Metro, durante 25 anos!
  • Os valores das perdas com os swaps seriam suficientes para pagar os salários dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa durante 17 anos! (…)"

São três pontos que dizem muito sobre a natureza de classe deste governo (e anteriores), acrescenta mais um exemplo à secção aqui do blog denominada O executivo do Estado moderno...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

A «neutralidade» da Inglaterra e da França na Guerra Civil Espanhola

Trecho do artigo «Por que lutavam eles na defesa de Madrid em 1936?» por Miguel Urbano Rodrigues:
Eu sabia que o Comité [de Não Interversão], instalado em Londres, não atingira o objectivo proposto. Fora na prática um organismo de fachada. A Alemanha e a Itália desrespeitaram desde o início as suas resoluções, com a cumplicidade farisáica da Inglaterra e da França. Quando Hitler e Mussolini decidiram apoiar militarmente a sublevação de Franco e Mola, a Inglaterra, potencia naval hegemónica, poderia ter impedido o desembarque de tanques, aviões e de milhares de soldados italianos nos portos da Andaluzia. Mas limitou-se a protestos hipócritas. A França de Leon Blum fechou a fronteira com a Catalunha, impedindo a entrega ao governo do presidente Manuel Azaña de armas que este havia comprado e pago.
Isso enquanto os aviões alemães da Legião Condor, pilotados por nazis da futura Luftwaffe, bombardeava a população civil de cidades da Republica. A destruição de Guernica é recordada como exemplo e símbolo da barbárie fascista. 
Foi somente em Outubro que cargueiros vindos da URSS, em resposta à ostensiva intervenção das potências do Eixo, descarregaram em Cartagena os primeiros caças Policarpo I-16. Conhecidos em Madrid por "Chatos" e "Moscas", entraram em combate imediatamente, derrubando numerosos Heinkel, Junkers e Fiat para surpresa dos estados-maiores de Londres e Paris.  
A passividade britânica e francesa estimulou a escalada do fascismo. Hitler interpretou-a correctamente  A política da "Não intervenção" funcionou na prática como um prólogo da capitulação de Munique.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A invasão real da África não está nos noticiários (excerto)

«Uma invasão da África de grandes proporções está em andamento. Os Estados Unidos estão a instalar tropas em 35 países africanos, a começar pela Líbia, Sudão, Argélia e Níger. Isto foi informado pela Associated Press no Dia de Natal, mas ficou omisso na maior parte dos media anglo-americanos. 

A invasão pouco tem a ver com "islamismo" e, quase tudo a ver com a aquisição de recursos, nomeadamente minérios, e com um acelerar da rivalidade com a China. Ao contrário da China, os EUA e seus aliados estão preparados para utilizar um grau de violência já demonstrado no Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iémen e Palestina. Tal como na guerra-fria, uma divisão de trabalho exige que o jornalismo ocidental e a cultura popular providenciem a cobertura de uma guerra sagrada contra um "arco ameaçador" de extremismo islâmico, não diferente da falsa "ameaça vermelha" de uma conspiração comunista mundial.

A recordar a Luta pela África no fim do século XIX, o US African Command (Africom) construiu uma rede de pedintes entre regimes colaboracionistas africanos ansiosos por subornos e armamentos americanos. (...) 
É como se a orgulhosa história de libertação da África, desde Patrice Lumumba até Nelson Mandela, estivesse destinada ao esquecimento por uma nova elite colonial negra ao serviço do mestre cuja "missão histórica", advertiu Frantz Fanon há meio século, é a promoção de "um capitalismo desenfreado embora camuflado"» - por John Pilger. (ler o restante aqui)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sobre a União Soviética (URSS)

Isto é sobre a União Soviética (URSS). Tendo em conta a nossa situação política e social actual, são dados um tanto perturbadores! Aqui vai:
  • A União Soviética foi o primeiro país do mundo a instaurar a jornada de trabalho de 8 horas (a partir de 1956 foram implementados os dias de trabalho de 7 horas e de 6 horas, bem como a semana de cinco dias).
  • O primeiro a assegurar o direito do homem a um trabalho permanente e fixo.
  • O primeiro a liquidar o desemprego (1930) e a assegurar o pleno emprego
  • O primeiro a estabelecer um ensino gratuito.
  • O primeiro a fornecer cuidados de saúde gratuitos e a assistência social
  • O primeiro país do mundo a construir uma habitação de baixo preço e a garantir os direitos políticos e sociais fundamentais para a maioria da população.*
* retirado deste artigo de António Vilarigues no Avante!.

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de Março (em três notas)

1#
Contrariamente a muitas outras datas que nos enchem o calendário, vazias de sentido e surgidas a partir de interesses puramente comerciais relativamente recentes, o 8 de Março já tem mais de 100 anos, e resulta do próprio processo de afirmação da mulher, e sobretudo da mulher trabalhadora, no seio da sociedade moderna. Mas ainda há tanto caminho a percorrer... [in o Companheiro Vasco]

Não sendo as palavras em 1# um desabafo, no entanto, trancrevo-o como pequeno desabafo pela forma como vejo o dia festejado por algumas mulheres... A nota 2# referencia que o dia surge da luta pela satisfação das necessidades da mulher, mas sobretudo da mulher trabalhadora. Em 3#, demonstração de consciência de classe, mais um exemplo histórico tremendo da importância, e do legado da luta e desta data feminista.

2#
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. (...) Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. [in Wikipedia]
3#
A data do primeiro Dia Internacional da Mulher não foi uma escolha ao acaso. A indicação do mês de Março está associada a dois acontecimentos de importância simbólica para o proletariado: a revolução alemã (Março, 1848) e a Comuna de Paris (Março, 1871) (...). A 19 de Março de 1911, o sucesso da primeira celebração foi considerável – a maior manifestação do movimento pela emancipação das mulheres, com mais de um milhão de mulheres nas ruas das cidades da Alemanha, Suíça, Áustria e Dinamarca. (...)

É só a partir de 1917 que se estabelece a data de 8 de Março para as comemorações do Dia Internacional da Mulher. No dia 23 de Fevereiro do calendário gregoriano (8 de Março no calendário juliano), as mulheres russas manifestam-se em S. Petersburgo, exigindo pão, o regresso dos maridos enviados para a frente da guerra, a Paz e a República. A greve estende-se rapidamente a todo o proletariado. Em poucos dias a greve de massas transforma-se numa insurreição e ao fim de cinco dias cai o império russo. [in O Militante]

sexta-feira, 2 de março de 2012

O saber científico materializa-se na produção

"O saber científico materializa-se na produção, através da transformação da ciência em aplicação tecnológica, mediatizada pela força de trabalho, fazendo do «processo de trabalho, processo científico» (Marx)."
Do livro:
Pequeno Curso de Economia, Fernando Sequeira, Gorjão Duarte, Sérgio Ribeiro, Ed Avante!, (p 145).

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"Não te iludas. As eleições burguesas não permitem que ganhem comunistas"

Dia 4 de Março são as eleições na Rússia. Guennadi Ziuganov é o candidato com mais hipóteses de bater Vladimir Putin. Ziuganov é o presidente do Partido Comunista da Federação Russa - sucessor do antigo Partido Comunista da União Soviética -, segundo maior partido no país.

Este post serve apenas para fazer referência a um post e sublinhar um trecho dum comentário. Li esse post, após ler um comentário interessante no facebook, dizia apenas:
"Não te iludas. As eleições burguesas não permitem que ganhem comunistas."

Será? Será que as nossas democracias não respeitam a vontade popular? Afinal, chamam-se democracias! O post responde à questão a partir dos acontecimentos que resultaram no final da URSS. É um excelente texto. Mas atenção também ao segundo comentário ali feito, que me faz transcrever aqui um trecho:
Em geral os sistemas desproporcionais e o desenhar dos círculos eleitorais obedeceu quase sempre ao objectivo de quebrar a espinha aos comunistas, (...) [Exemplo:] nas eleições de 1946, o Partido comunista francês obteve quase 5 milhões de votos e ficou com 103 deputados, enquanto outros 3 partidos que se ficaram entre os 2 e 2,5 milhões de votos obtiveram quase o mesmo número de assentos parlamentares (96, 95, 93). O partido do De Gaule, com 4 milhões, teve 123 assentos…como isto não bastasse, achou-se melhor requintar a coisa… Em 58, o PCF com praticamente 3,800 milhões de votos teve direito a 10 (!!) lugares no parlamento, enquanto o gaulista UNR com 3, 600 milhões de voto ficou com 189 assentos parlamentares…(ou seja, 200 000 votos a menos dão direito a quase 19 vezes mais representação parlamentar…) e partidos que tiveram metade dos votos do PCF (como o MRP, partido democrata-cristão) tiveram direito a 57 assentos. Mas há casos mais escandalosos…é só escavar um pouco mais fundo. [link]

Para ler o post e o comentário: Golpistas e democratas na URSS, por Bruno Carvalho, no 5Dias.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sublinhado em O emprego (da força de trabalho)

"Quando se considera o trabalho como primeira necessidade, separa-se a finalidade produtiva do próprio acto que lhe dá origem, pelo que a produção passa a ser um fim e não um meio para a satisfação das necessidades sociais."
Do livro:
Pequeno Curso de Economia, Fernando Sequeira, Gorjão Duarte, Sérgio Ribeiro, Ed Avante!, (p 74).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Produção e Satisfação das Necessidades

«Produção é a actividade humana que, consciente e intencionalmente, adapta os recursos e as forças da natureza com o fim de criar bens, a que chamamos produtos, para satisfazer necessidades humanas.»

«Organizações sociais há que põem em primeiro lugar a realização de outros objectivos que não os de satisfação de necessidades sociais reais. Tal comportamento leva àquilo que se pode chamar "criação artificial de necessidades" ou o estímulo à criação de necessidades artificiais - pela publicidade, por exemplo - para provocar uma procura que alimente uma actividade económica geradora de lucros e de riqueza.»

 
Em jeito de conclusão:
"(...) no modo de produção capitalista, a verdadeira essência da produção, que é a de satisfazer as necessidades sociais, é subvertida pela finalidade de reprodução (e acumulação) do capital."

Do livro:
Pequeno Curso de Economia, Fernando Sequeira, Gorjão Duarte, Sérgio Ribeiro, Ed Avante!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sublinhados sobre o «Valor de Troca»

"O valor de troca é a relação quantitativa pela qual os valores de uso de diferente espécie se trocam entre si (...). A condição de possibilidade da troca é a de que mercadorias contenham um elemento comum que permita compará-las."

Esse elemento comum será a utilidade ou o trabalho que incorporam?

"Apesar das aparências, a utilidade não pode ser considerada como fonte de valor uma vez que, por definição, só se trocam mercadorias com utilidades diferentes. Ninguém troca um par de sapatos por um outro par de sapatos exactamente igual (...). Mas já se trocam sapatos contra pão, ou sal, e todas estas mercadorias se caracterizam por serem produtos do trabalho (concreto) humano."
"É a quantidade de trabalho socialmente necessário para se produzir uma mercadoria que lhe atribui o valor de troca".

O valor de uso forma uma unidade dialéctica com o valor de troca - acrescento, apartir do que li no livro.

Do livro:
Pequeno Curso de Economia, Fernando Sequeira, Gorjão Duarte, Sérgio Ribeiro, Ed Avante!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sublinhados sobre o «Valor de Uso»

"O valor de uso de uma mercadoria é a aptidão desta de satisfazer uma necessidade social determinada, é a sua utilidade própria, específica, (...). Como os alimentos serem comestíveis e o carvão de ser combustível."

"Todas as mercadorias têm valor de uso, nem mercadorias seriam se não o tivessem, mas também há valores de uso fora do «universo» das mercadorias."

"Necessidades e valores de uso são inseparáveis."

Do livro:
Pequeno Curso de Economia, Fernando Sequeira, Gorjão Duarte, Sérgio Ribeiro, Ed Avante!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"A CIA estava activa! Sim!" - Vasco Gonçalves

Nestor Kohan:
(...) [Durante o processo revolucionário] a CIA estava activa em Portugal?

Gen. Vasco Gonçalves:
A CIA estava activa! Sim! Juntamente com a CIA estavam activos os serviços de inteligência britânicos. Quanto à CIA é bem conhecido o caso do ex-embaixador norte-americano em Portugal no tempo da revolução, Frank Carlucci, que depois da sua acção em Portugal foi promovido nos Estados Unidos a vice-director da CIA. Também são bem conhecidos os elogios mútuos que trocaram Mário Soares, secretário-geral do Partido Socialista e apoio civil da contra-revolução, e Frank Carlucci. Soares chegou a enaltecer recente e publicamente o grande papel deste homem da CIA na "instauração da democracia em Portugal"... Depois dessas declarações que mais se pode acrescentar?...

daqui: Entrevista ao general Vasco Gonçalves, líder histórico da Revolução dos Cravo.