A apresentar mensagens correspondentes à consulta má-fé ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta má-fé ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Inocência? Ingenuidade? Ambas, ou outra coisa?

Quando uma pessoa atinge a idade de chamar ao PS de esquerda, já a idade da inocência se foi.

Não me parece adequado infantilizar um adulto chamando-lhe de inocente. Para mim, uma criança pode ser inocente, mas um adulto, neste contexto, não. Chamar-lhe-ia antes ingénuo, ou então uma outra coisa qualquer.

(Isto surgiu-me a propósito deste post no Companheiro Vasco, não em relação ao conteúdo do texto, mas a uma escolha de palavras de importância menor.)

Evito utilizar o termo esquerda, mas já que é tão usado, o que será ela? A fronteira entre a esquerda e a direita define-se entre aqueles que executam políticas em favor da classe trabalhadora e os que o fazem em favor do capital. Isso denota-se com elevado peso na legislação laboral, por exemplo. Dessa forma, na nossa Assembleia, à esquerda está o PCP, BE e Verdes, e à direita o PS, PSD e CDS.

Peço imensa desculpa ao leitor por estar a falar destas coisas, e prometo que volto em breve a assuntos estéreis, mas permitam-me, por favor, que tenha criado este post só para confessar o seguinte: Fascina-me a existência de uma imensa quantidade de bem-intencionados que continuam a crer o PS como situando-se à esquerda! Vejo-os, muito honestamente, como gente verdadeiramente bem-intencionada, mas penso, se no fundo, não será esta (boa)-fé uma má-fé.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Todas as crenças são para ser combatidas. Sejam elas religiosas ou não.


Todos vivemos com crenças, umas conformes com a realidade, outras não.  É fundamental procurar a raiz das coisas para abandonarmos as crenças que são falsas e mergulhar no Conhecimento. Numa palavra: aprender a realidade.

Acontece porém, que nem todos temos condições para aprender, libertarmo-nos da ignorância, das crendices e superstições, seja por falta de meios sociais e económicos ou uma deficiência mental, seja por falta de estofo e coragem para, como indivíduos, nos transformarmos e abdicarmos do que outrora defendêramos ou gostaríamos de ser. Além de que a realidade é como é, não se importando nada com o que cada um de nós é ou gostaria que ela fosse.

Outrora, pensava-se que a Terra era plana, mas fruto do desenvolvimento técnico foi possível, e necessário, que essa crença fosse contradita dando lugar a perspectivas mais ajustadas com a realidade até chegarmos à ideia que temos hoje do nosso planeta;  como todos sabemos o planeta Terra tem a forma de um presunto. Esta evolução no conhecimento refinou-se e desenvolveu-se sem a intromissão de Júpiter ou Minerva entretanto enxotados para a gaveta da mitologia.

É desse conflito de ideias que se refina o conhecimento, se aprende a analisar o universo e a transformar nosso meio. É um processo dialéctico de tese, antítese e síntese.

Todas as crenças são para ser combatidas. Sejam elas religiosas ou não.

Penso que boa parte de quem evita o diálogo, o confronto com o contraditório, é porque no fundo sabe que é incapaz de fundamentar a tese que tem em determinada crença. Não tem coragem para enfrentar a antítese e desenvolver nova tese mais conforme com a realidade. Outra parte não pretende assumir a sua ignorância e aprender. Por muito boa pessoa que seja, quer pertença a uma parte ou a outra, age assim de má-fé.

Da minha experiência pessoal, os crentes no deus Deus são os mais fundamentalistas que conheço. Alguns ousam inclusivamente a dizer-me que não tenho o direito de atacar a suas crenças! Tomam assim uma posição moral cobarde e arrogante: cobarde, ao evitar confrontarem-se com a solidez das suas crenças; arrogante, por se porem acima dos restantes, achando que as suas concepções ideológicas acerca da existência de um deus não são discutíveis, ao contrário de tudo o resto. Esta posição moral frequente em teistas vai contra o progresso da evolução das ideias.

Todas as crenças devem ser combatidas. Sejam elas religiosas ou não. Não ignorando que a capacidade e a busca pelo conhecimento é limitada, tanto pelas nossas características animais quer pelo grau de evolução técnico-cientifico do momento histórico que se viva, não devemos nunca abdicar do desafio de aprender: largar as crenças falsas ou desactualizadas e tomar as verdadeiras.

Deus, um dia juntar-se-á aos outros mais de sete mil deuses catalogados na gaveta da mitologia. Mas, se estiver enganado e um dia se provar a existência de um deus, então o meu dever é aceita-lo e, portanto, essa ideia passarei a defender. Se isso acontecer fá-lo-ei em prol do progresso, em luta contra o obscurantismo dos ateus, e em nome desse deus.