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terça-feira, 15 de julho de 2014

Tempo de Antena do PCP - Sobre a adesão à CEE (1985)

Se a forma tem aos olhos de hoje um certo grau de surrealismo e surpresa, é no conteúdo que está o verdadeiro desafio. Este Tempo de Antena do PCP em 1985 é demonstrativo de que o povo português foi avisado. Houve quem tivesse previsto e prevenido.


E é mais uma faixa de A Cassete.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Folheto: «Não à Moeda Única! Sim ao Referendo!» (1997)

Este folheto foi criado e distribuído pelo PCP em 1997. Transcrevo os quatro pontos chaves deste lado da «cassete»:
Clique na imagem para ler o folheto
1. PORTUGAL CADA VEZ MAIS DISTANTE DOS PAÍSES RICOS.

2. MAIS DESEMPREGO, MAIS GOLPES NOS DIREITOS SOCIAIS, BAIXOS SALÁRIOS, FALÊNCIAS.

3. SACRIFÍCIOS PARA LÁ ENTRAR E SACRIFÍCIOS AINDA MAIORES PARA LÁ CONTINUAR.

4. SOBERANIA NACIONAL REDUZIDA A MUITO POUCO, PORTUGAL A SER GOVERNADO DO ESTRANGEIRO.


A merda é a «cassete» ter estado correcta este tempo todo e nós termos entrado no Euro. Como é que algo tão importante não foi referendado?!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre o PSD, Cavaco Silva e a CEE - Álvaro Cunhal, em 1994

“(…)

Acompanhando as ofensivas antidemocráticas nestas quatro vertentes [económica, social, cultural e política], o governo de Cavaco Silva e do PSD sacrificam e submetem os interesses portugueses a interesses estrangeiros a troco de fundos da CEE que em grande parte são desviados dos seus declarados objectivos e metidos ao bolso de novos e velhos milionários, mas que apesar disso cobrem temporariamente carências graves e criam também temporariamente uma sensação de desafogo económico e financeiro.

Cavaco Silva, o governo, o PSD anunciaram que como resultado da acção do Governo, Portugal era o «oásis» da Europa, um país de «sucesso» em pleno desenvolvimento lançado como uma lebre no encalço da tartaruga da Europa.

A realidade é a progressiva destruição do aparelho produtivo (na agricultura, na indústria, nas pescas), a crise e a recessão económica geral. Sacrificam-se, comprometem-se e entregam-se ao capital estrangeiro empresas e sectores básicos estratégicos e recursos e potencialidades materiais e humanas. Agrada-se a dívida do Estado. Agrava-se a balança comercial. Aumenta o distanciamento em relação aos países mais desenvolvidos em vez da «coesão económica» tantas vezes apresentada como objectivo em vias de ser atingido. São cada vez mais graves as limitações à independência e soberania nacionais pela aceitação servil, seguidista e capitulacionista do Tratado de Maastricht e da imposição a Portugal pelos países mais desenvolvidos de decisões supracionais contrárias a interesses vitais portugueses.

A continuar no poder Cavaco Silva e o governo de direita, Portugal corre o risco não só de ver substituída a democracia política por um regime autoritário de cariz ditatorial, mas também de um dia não muito distante, quando diminuir, como é inevitável e está previsto, o fluxo de fundos da CEE, ser mergulhado numa profunda crise de carências alimentares, energéticas, técnicas e tecnológicas para superar as quais uma solução será então extremamente difícil, na situação que está a ser criada.

A política do governo do PSD de destruição das conquistas e valores democráticos da Revolução de Abril é uma política que destrói recursos e potencialidades que vêm do passado, que provoca uma penosa crise no presente e que faz pesar sobre Portugal gravíssimas ameaças para o futuro.”
Prefácio à 2ª edição (1994) de “A Revolução Portuguesa: o passado e o futuro”, de Álvaro Cunhal. (citação retirada daqui mas é melhor lê-lo aqui)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sobre a "Moeda Única" - Carlos Carvalhas, em 1997


"A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.

A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado."
Carlos Carvalhas, em 1997
Pois é, afinal tinham razão! A mim também me custou admiti-lo, mas...